sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Lilis...


Que bom se tu vivesse no limiar dos meus sonhos
Enquanto adormeço ouvindo a chuva bater na janela
Acompanhada pelo estampido do trovão e pelo silvo do vento
Anunciando a tempestade que se avizinha em nossa cama.


Cavalgando as nuvens escuras de chuva
Minha consciência se perde no devaneio dos sonhos
Enquanto olho as gotas de chuva na janela.


Quem disse que não há estrelas na tempestade?
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Repassado...

   (http://www.culturamix.com/cultura/anjos-e-demonios)

A tua imperfeição é a tua beleza
O que me desperta o desejo 
É a tua mania de ter certeza
Que sabe um pouco de tudo.
Mas lá no fundo há só a criança
Pedindo mais um tempo para brincar.

Nem sempre é possível uma canção inteira
Mas há fragmentos que devem ser ouvidos.
Nem sempre uma canção inteira diz tudo
Porque, às vezes, as palavras me faltam.
E quando isso ocorre basta um sorriso teu
Para levar longe a nuvem de chuva.

A tua imperfeição é o que me apetece
E o resto eu deixo para depois.
O teu sorriso é o que me fortalece
E o resto que fique para depois.
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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Simples assim...

(http://enfermariainsana.blogspot.com/2010/10/simples-assim.html)


A vida é um rock'n'roll. Escolha a tua trilha e viva intensamente.

A vida é um passeio sob a chuva, sem medo de se molhar.

Viva um dia de cada vez e faça o que deve ser feito.

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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Uns girassóis para alegrar a vida...

(Tinta Fresca http://gabibulla.blogspot.com/)

Prometi-me ser fechado
E me permiti não sorrir
Para melhor encarar as mazelas
E decepções do dia-a-dia.

Parece não ser permitido
Um momento de felicidade
Sem sermos abalroados
Por uma notícia ruim.

Mas como sou teimoso
Insisto em ter esperança
Em acordar todas as manhãs
E abrir o peito para um novo dia.

Imaginando um bom futuro
Logo me esqueço
De que mesmo?
Coisa estranha e divertida a vida...
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sexta-feira, 20 de maio de 2011

(Re)Início...



O recesso da alma
Está no limiar da ingenuidade
Nas palavras que faltam
No caminho sem volta
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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Saudades do que eu ainda não vi...



Um mundo que não foi
A realização do que não aconteceu
Apenas uma noite feliz
Amanhã já não importa
Uma tentativa e um erro
Um encontro e nada mais
Eu soube o gosto do teu beijo
Só me resta esperar
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sexta-feira, 15 de abril de 2011

...


Eu conheço todos os detalhes
Que te fazem a mais linda:
Do teu sorriso inibido
Ao brilho feliz do teu olhar
Do teu sono preguiçoso
À saudosa melancolia.
Teu nome rima em qualquer verso
Só me resta aprender a versar.
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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Depois do começo o que vier será o fim...



Perdi muito do que eu era
E não sei o que ganhei
Me tiraram muito do que eu tinha
Já não sei o que sobrou
Duvido agora do que acredito
E mais nada agora eu sei
Vivo apenas o dia corrente
Vendo as esperanças no futuro
Quero a ingenuidade de volta
Sem me expor ao alheio
Escrevo palavras à noite
Quando deveria apenas sonhar
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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Só temos o dia de hoje...



Uma coisa de cada vez
E assim o mundo se vai
Um passo de cada vez
E assim o caminho se faz

Não espere muito
De quem pouco pode dar
Nunca espere pouco
De quem acredita no que faz

Um sonho de cada vez
E assim a vida se faz
Uma noite de cada vez
E assim a vida se vai

Nunca diga nunca
Se não conhece a estrada
Nunca diga nunca
Se não sabe a resposta

Um final de cada vez
E assim o amor se vai
Uma mulher de cada vez
Em homem o guri se faz

Nunca espere muito
Nem tão pouco espere nunca
Muitos esperam pouco
A esperança tanto ajuda
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sexta-feira, 25 de março de 2011

T...



Da janela do ônibus-sonho que me leva
Eu vejo a cidade-vida acontecer
Enquanto descanso na palma da mão-travesseiro.
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

"Tudo bem se não deu certo, eu achei que nós chegamos tão perto..." (Nenhum de Nós)



Desencontros marcados
Não por mim, nem por ti
Joguetes do acaso
Num esbarrão se é feliz

O momento certo
A hora errada
Marionetes do destino
A vida por um triz

Já chegamos tão perto
O que deu errado, enfim?
O adeus na chegada
O princípio no fim
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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

E se a vida...



E se a arte fosse ilusão?
E se os anjos caíssem do céu?
E se me acostumasse a nós?
E se eu tivesse a chave?
E se?

E se os deuses de fato existissem?
E se eu escrevesse um poema?
E se mentir fosse a rima?
E se eu só fizesse de conta?
E se?

E se for assim, como fica?
Botas de couro, madrugada
E o amor se vai nos créditos finais
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A vida em versos musicados...



"Nada mais vai me ferir
É que já me acostumei
Com a estrada errada que eu segui
Com a minha própria lei
Eu tenho o que ficou
E tenho sorte até demais
Como eu sei que tens também"

(Andrea Doria - Renato Russo)
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Eu quero...



Alguém com quem eu não precise me preocupar
Mas mesmo assim eu me preocupe.
Alguém com quem eu converse
Mesmo em silêncio.
Alguém com quem eu possa ser eu mesmo
E sem dar explicações.
Alguém por quem eu sinta
A vontade de fazer o mesmo.

Está em algum lugar entre os meus devaneios e a realidade;
No mesmo instante da mágica que ocorre entre o último e o primeiro segundo;
Reside na minha vontade em acreditar
Na minha abstração do material
Na materialização do intangível;
Na ponta da pena e dentro do coração;
Na mesa de bar e no último gole;
Dentro da retina, ao alcance da vista;
No instante do gozo, eterno enquanto dure;
Na tal esperança que teima em não me largar;
No gosto amargo do dia seguinte;
Lá onde a vida faz a curva, onde eu a invento e reinvento
E o sonho é real até eu acordar.

Está nestes versos que teimam em continuar
Por medo de não te encontrar.
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Um de tantos e de nenhum...



De tão linda doeu meu coração
Com teu vestidinho copas
Sorria pelo salão

Eu só te contemplava
Sabendo que o meu desejo
De mera ilusão não passava
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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010



Sou um espírito independente
Em busca de ajuda
Sou um romântico inveterado
Contra a carne nua
Sou um insone perene
Que sente saudade tua
Sou ainda aquele cara
que quis te dar a lua
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010


Soneto do Amor Maduro
À Maria Helena
Tu não terás do meu amor senão a calma
Sem os arroubos e os rompantes juvenis.
E não esperes que eu invada tua alma
Pois meu querer se faz de formas mais sutis
Tu não verás no meu amor açodo e pressa
Antes o lento desdobrar de uma paixão
Que não explode no vazio de uma promessa
Mas pouco a pouco há de inundar teu coração.
Não há de ser o meu amor chama inconstante
Ou labareda que se ergue desvairada
E que em cinzas se transforma num instante.
Mas será sempre enquanto vida me for dada
A flama firme que jamais se faz distante
E espanta o frio da solidão indesejada

Luiz Robin Ohlson
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Quem sabe...



Amanhã é um novo dia
Eu espero a minha vez
Enquanto ouço, vejo, pouco falo
Porque palavras valem nada

Estou cansado de perder
Tudo o que quero e que sinto
Fingindo sempre um sorriso
E que está tudo bem

Me deixe quieto por agora
É tudo o que te peço
Enquanto enxugo meu suor
Procuro relevância no andor

Eu preciso de um abraço
Que me inspire para valer
Já que as palavras me escapam
E o cansaço me domina

Quem sabe a luz do sol
Me ilumine a razão
Quem sabe à luz do sol
Eu te encontre então
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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Perceberás a solidão...



...quando o telefone for surdo e mudo
...quando não acreditar mais
...quando tiver ninguém para levar ao cinema
...quando não sentir mais saudade

...quando gostar de estar só
...quando idealizar a vida
...quando escrever estes versos.
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Eu...



É pouco eu sei
Mas é o que há
O que eu posso oferecer
Além dessa vontade
De fazer o mundo sorrir?

É tanto eu sei
O que há para fazer
Eu só tenho uma vida
E essa força de vontade
De nunca e nunca desistir

De que valem as palavras
Se não se faz o que se fala?
Eu quis te dar o mundo
E esqueci que basta um abraço

É pouco eu sei
E há tanto a saber
Ser mais seguro e decidido
Apostar no impossível
Que ainda vale a intenção

É tudo o que sei
E há tempos fujo disso
Com medo do improvável
De acreditar que o acaso
Também tem um coração

De que valem minhas palavras
Se não faço o que eu falo?
Eu so queria uma chance
E provar que se pode ser feliz
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