sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Eu quero...



Alguém com quem eu não precise me preocupar
Mas mesmo assim eu me preocupe.
Alguém com quem eu converse
Mesmo em silêncio.
Alguém com quem eu possa ser eu mesmo
E sem dar explicações.
Alguém por quem eu sinta
A vontade de fazer o mesmo.

Está em algum lugar entre os meus devaneios e a realidade;
No mesmo instante da mágica que ocorre entre o último e o primeiro segundo;
Reside na minha vontade em acreditar
Na minha abstração do material
Na materialização do intangível;
Na ponta da pena e dentro do coração;
Na mesa de bar e no último gole;
Dentro da retina, ao alcance da vista;
No instante do gozo, eterno enquanto dure;
Na tal esperança que teima em não me largar;
No gosto amargo do dia seguinte;
Lá onde a vida faz a curva, onde eu a invento e reinvento
E o sonho é real até eu acordar.

Está nestes versos que teimam em continuar
Por medo de não te encontrar.
.
.

Um comentário:

Gabriela disse...

Lirismo de uma alma à procura: lindas palavras; lindo desejo de se ter: o de encontrar alguém que arrebate a alma em todas as instâncias possíveis e imagináveis... Nem que seja lá no domínio do sonho, mas é bom, afinal, de que serve viver sem sonhos?!

Rodrigo, eu ando por aí: na Porto Alegre absurdamente quente do verão, estudando muito, trabalhando um pouco. E tu, tudo bem?
Beijo grande em ti e na família!