Alguém com quem eu não precise me preocupar
Mas mesmo assim eu me preocupe.
Alguém com quem eu converse
Mesmo em silêncio.
Alguém com quem eu possa ser eu mesmo
E sem dar explicações.
Alguém por quem eu sinta
A vontade de fazer o mesmo.
Está em algum lugar entre os meus devaneios e a realidade;
No mesmo instante da mágica que ocorre entre o último e o primeiro segundo;
Reside na minha vontade em acreditar
Na minha abstração do material
Na materialização do intangível;
Na ponta da pena e dentro do coração;
Na mesa de bar e no último gole;
Dentro da retina, ao alcance da vista;
No instante do gozo, eterno enquanto dure;
Na tal esperança que teima em não me largar;
No gosto amargo do dia seguinte;
Lá onde a vida faz a curva, onde eu a invento e reinvento
E o sonho é real até eu acordar.
Está nestes versos que teimam em continuar
Por medo de não te encontrar.
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Um comentário:
Lirismo de uma alma à procura: lindas palavras; lindo desejo de se ter: o de encontrar alguém que arrebate a alma em todas as instâncias possíveis e imagináveis... Nem que seja lá no domínio do sonho, mas é bom, afinal, de que serve viver sem sonhos?!
Rodrigo, eu ando por aí: na Porto Alegre absurdamente quente do verão, estudando muito, trabalhando um pouco. E tu, tudo bem?
Beijo grande em ti e na família!
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