Eu não gosto da minha voz
Mas eu canto mesmo assim
Canto para espantar a tristeza
Ou encarar as mazelas da vida
Canto para alegrar o dia
Eu canto para te encantar
Eu sou mesmo assim
Eu canto para me fazer ouvir
Mas eu canto mesmo assim
Canto para espantar a tristeza
Ou encarar as mazelas da vida
Canto para alegrar o dia
Eu canto para te encantar
Eu sou mesmo assim
Eu canto para me fazer ouvir
Eu não gosto da minha voz
Mas eu canto mesmo assim
Quem canta os males espanta
E alivia o coração
Uma canção alegra a alma
E tira o peso do dia-a-dia
Cantar oxigena o cérebro
E me leva para mais perto de você
Eu sou mesmo assim
Eu canto alto na rua
Eu sou mesmo assim
Eu canto para você me ouvir
Um comentário:
Quando eu escuto um clássico do Capital Inicial, eu penso em Rodrigo, porque lembro bem de ti cantando músicas dessa banda. Eu sei que tu nunca vais cantar para ficar mais perto de mim, mas que tu nunca deixes de cantar para estar mais perto da(s) tua(s) pessoa(s) especial(ais): tua voz é VIVA, assim como teu olhar. Cantar, cantar, cantar sempre!
Essa postagem me fez recordar um poema que gosto muito:
Motivo
Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.
Cecília Meireles
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