quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Acreditar...


Eu queria ser um super homem
E nunca mais ter que dormir
Fazer o que for preciso
Minimizar a descrença no devir

Messias em um mundo cético
Onde tudo se desfaz ao vento
Ser mais ameno e menos crítico
Apreciar o puro movimento

Eu queria ser como o cabeludo
Ter mais coragem no que acredito
É no exemplo que se demonstra
Como é frágil e também bonito

Eu queria apenas um sinal
Que me preenchesse os sentidos
Para aceitar que o infinito
É um dos deuses mais lindos

Mas ainda é possível
Acreditar na força de um sorriso
Mais ainda é possível
Subtrair a indiferença e o egoísmo
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

E se...


Sempre quis o impossível
Para fugir do que é real
Por insegurança ou medo
Criou teu mundo à parte

Fingindo que está bem
Sempre com um sorriso
Mas apenas eu sei
O que está aí dentro

Linda como não se viu
Fala sobre o tal amor
E assim acredita na mentira
Repetida várias vezes

Se posso te dar algo
Aceite estas palavras
Porque saber amar
É saber deixar alguém te amar


(agradeço ao Herbert Vianna pelos dois últimos versos)
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Invencível


De dentro da noite que me cobre
Negra como a cova, de ponta a ponta,
Eu agradeço a quaisquer deuses que sejam,
Pela minha alma inconquistável.

Na cruel garra da situação,
Não estremeci, nem gritei em voz alta.
Sob a pancada do acaso,
Minha cabeça está ensanguentada, mas não curvada.

Além deste lugar de ira e lágrimas
Avulta-se apenas o Horror das sombras.
E apesar da ameaça dos anos,
Encontra-me, e me encontrará destemido.

Não importa quão estreito o portal,
Quão carregada de punições a lista,
Sou o mestre do meu destino:
Sou o capitão da minha alma.

William Ernst Henley
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