sexta-feira, 1 de outubro de 2010

E se...


Sempre quis o impossível
Para fugir do que é real
Por insegurança ou medo
Criou teu mundo à parte

Fingindo que está bem
Sempre com um sorriso
Mas apenas eu sei
O que está aí dentro

Linda como não se viu
Fala sobre o tal amor
E assim acredita na mentira
Repetida várias vezes

Se posso te dar algo
Aceite estas palavras
Porque saber amar
É saber deixar alguém te amar


(agradeço ao Herbert Vianna pelos dois últimos versos)
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Invencível


De dentro da noite que me cobre
Negra como a cova, de ponta a ponta,
Eu agradeço a quaisquer deuses que sejam,
Pela minha alma inconquistável.

Na cruel garra da situação,
Não estremeci, nem gritei em voz alta.
Sob a pancada do acaso,
Minha cabeça está ensanguentada, mas não curvada.

Além deste lugar de ira e lágrimas
Avulta-se apenas o Horror das sombras.
E apesar da ameaça dos anos,
Encontra-me, e me encontrará destemido.

Não importa quão estreito o portal,
Quão carregada de punições a lista,
Sou o mestre do meu destino:
Sou o capitão da minha alma.

William Ernst Henley
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Eu...


Dou um passo por vez
Para não tropeçar em mim
Mas às vezes eu me traio
E corro lomba abaixo
De encontro ao meu anseio
Ao que ainda não está pronto

Dou um pedaço por vez
Do que ainda existe em mim
E às vezes não condiz
Escutar o que eu digo
De encontro ao que sinto
Por ainda não estar pronto
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