Às vezes enlouqueço
Procurando sinais ocultos que me digam algo
Já que no explícito
Não encontro os sentidos que necessito
Às vezes me afobo
Por ansiar demais que algo aconteça
Por sua própria sorte
Sem minha intervenção ou intenção
Preciso de algo novo que venha ao encontro
Da vontade que eu sinto
Da vontade que eu tenho
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Tem uma guria que me inspira de verdade
Me desperta o desejo por ser dona da memória
Me enlaça em sua teia como é do seu feitio
Ela imprimi em mim sonhos de liberdade
Me encoraja ao narrar-me a sua história
E a sua graça eu proclamo: ela se chama Clio
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Homenagem aos meus vinte e nove anos de idade, em seus momentos derradeiros.
Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
Já que você não me quer mais
Passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove com retorno de Saturno
Decidi começar a viver
Quando você deixou de me amar
Eu aprendi a perdoar e a pedir perdão
E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez
Renato Russo
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