Vou abrir minha'lma'gora
Baixar a guarda e ver o que acontece
Entregar-me aos sorrisos triviais
Procurar por diversões casuais
Já não me firo mais
Pois agora, de novo, sou dono de mim.
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Eu nunca te entendi
Porque agir assim?
Ao sabor do vento
Nunca faz promessas
Não te compromete
Não te preocupa
Nem ao menos sabe onde dormir à noite
Não traça planos
Não faz roteiros
Ao sabor da correnteza
Como vou te encontrar?
A novidade é teu vício
À cada esquina que dobra
O imprevisível te espera
O que irá acontecer?
O que será que tu vai ser?
Tu não perde tempo procurando a resposta
Tu segue em frente
Nunca olha para trás
Mas a vida é cíclica
Um dia irá te machucar
E quando precisar de colo
Tu irá te lembrar
De um certo porto dos muitos que visitou
Onde há alguém esperando
O dia do retorno
Onde há alguém para escutar
As histórias que irá contar...
Eu sempre tendo ao caos
E traço planos para isso
Eu vivo em contradição
E não vivo por causa disso
Desconfio agora do que vejo
E acredito apenas no que faço
O que valem as minhas palavras
Se não faço o que eu falo?
Tem alguma coisa invertida
Na razão do dia-a-dia
E a contradição principia
Ao fim do primeiro beijo...