sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Teus olhos verdes...


Ontem à tarde vi
Pela janela do meu quarto
Teus olhos verdes, tristonhos,
Um tanto marejados
Vi a chuva entrando pela janela
Que esqueceste aberta
E tu não te importava
O que foi que aconteceu?
Porque ficaste assim?
Vamos! Se abra para mim!
Não há respostas nem gestos
Apenas um triste olhar esverdeado




sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Da série "Músicas que não serão ouvidas..."


Faz tempo

Faz tempo eu ando procurando alguém
Alguém especial prá mim
Ando cansado de festas, de baladas baratas
De pessoas falsas, fúteis e sem graça
Procuro alguém que possa me dizer
Não faça isso, não é bom prá você

Já gastei muito dinheiro em festas
Com pessoas que não merecem
E, no entanto, eu penso
Como é que pode
Eu nunca ter gasto um tostão por você
Tá certo, eu sei, eu não sou um supercara
Mas eu só queria ter uma chance
Prá que você perceba de uma vez
Como eu posso te fazer feliz!

Não é legal reclamar, eu sei
Mas amigo de verdade é difícil
Por isso eu preciso logo de você
Prá preencher esse vazio que fica
Mas talvez não exista a pessoa que imagino
Que não brigue em momento algum
Que seja divertida, legal e compreensiva
Goste de música e também de mim
E talvez já tenha até te encontrado
Só que, então, eu não percebi
Ou, então, fingi não perceber
Que você estava bem ali
Mas é que eu tenho medo de perder minha liberdade
De ir e vir a hora que eu quiser
Prá variar, eu não sei muito bem o que eu quero
Se quero chuva ou se quero sol
Mas não desisto, eu procuro em todo lugar
Sei que você está por aí



quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Da série "Músicas que não serão ouvidas..."


Eu quero nada (porque nada vai trazer de volta o que eu perdi)

Às vezes quero nada
Prá não ter algo a falar
Mas às vezes quero nada
Prá não ter algo em que pensar
Outras vezes quero nada
Prá não ter o que querer
Ou simplesmente quero nada
Prá não ter o que perder

Não quero tudo pois
Quem tem tudo tudo perde
Eu apenas quero nada
Assim nada vou perder
Tendo nada tenho tudo
E tenho tudo a perder
E apenas por ter nada
Nada nunca vou temer

Nada disso é verdade
São desculpas que eu uso
Nada disso é verdade
São mentiras que eu conto
Prá esconder que na real
Eu quero nada simplesmente
Porque nada vai me dar
De volta o que eu perdi