
Eu tenho um mundo inteiro
Aqui dentro da cabeça
Eu invento o meu passado
E justifico o amanhã
Onde eu posso ser eu mesmo
E sem dar explicações
Eu conto o meu tempo
Na intensidade de viver
Não me preocupo com o feito
Mas com a condição de se fazer
Eu invento a minha história
Eu a conto e reconto
Prefiro mesmo o indício
Meia-palavra explicitada
Declaro assim o meu amor
Na carícia do não-dito
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